domingo, 25 de julho de 2010

Fender Telecaster 1968


         Adquirida em 1987, completamente original. Infelizmente na época não tinha o conhecimento e nem interesse por instrumentos "vintage". Eu a comprei porque era uma tele excepcional. Após 2 meses, o captador da ponte pifou... O mais prático foi trocá-lo. E o fiz por um Seymour Duncan HotRails, além de trocar a ponte por uma Gotoh Modern Tele Bridge, com 6 saddles (adeus vintage...). O desinteresse era tanto que nem me dei ao trabalho de guardar as peças... (Meu Deus!!). Mas ficou uma guitarra "porrada" e me serviu durante 20 anos.

Ela veio de fábrica com pots de 500k. Por incrível que pareça, nas teles - e somente nelas - pots de 500 k soam melhor que 250k.

Em 2008 resolvi recolocar um captador tradicional na ponte e após várias tentativas frustradas com Seymours, DiMarzio e até os de boutique, consegui um Sérgio Rosar excepcional (o protótipo da linha atual).
O Ash é "northern", bem pesado (ela pesa 4,1 kg), mas o timbre é excepcional, sem comentários...


Ela tem outras estórias interessantes, mas deixo prá depois...

Especificações
Corpo: Northern Ash, 2 peças (colagem central), acabamento natural, com leve camada de nitrocelulose
Braço: Maple, "C"
Escala: 251/2", Rosewood, Raio: 7.25" modificado para 9,5". Nut: plastic
Tarraxas: Originais, com o logo "F"
Captador Ponte: Sérgio Rosar Tele nº1 - 7,2K (Protótipo do atual "Vintage Hot T")
Captador Braço: Original 1968: 8,8K
Pots e capacitor: Originais, 500K, capacitor à óleo (PIO) 0.047uf. Chave original
Ponte: Gotoh Modern Tele, de latão/brass (não magnética) com 6 saddles



O braço é o melhor que já toquei na vida. Parece que foi feito para a minha mão... :) A tocabilidade é coisa do outro mundo. Assim como falei que só pode existir alguma coisa "mágica" naquela Les Paul 1981, nessa tele a mágica é real mesmo. Impressionante.

Lamento o fato de não ter guardado o captador original (hoje seria muito fácil consertá-lo), mas a ponte com 6 saddles é na minha opinião uma obrigatoriedade para as telecasters. É muito legal o visual vintage das antigas de 3 saddles duplos, mas é difícil obter uma entonação perfeita com aquela ponte.
E, para quem não fez as contas ainda, essa guitarra tem 42 anosde vida! :)

Conforme prometido, aos poucos vou colocando áudios dos timbres de minhas guitarras. Esse é o timbre da Tele 68, num groove country/rock/train. Ela está com o Orange Tiny Terror de um lado (o que inicia) e o Fender Bassman 59 mais crunch do outro. Não é a minha especialidade, toquei com palheta, mas é uma ótima demo pra vocês sentirem o Twang clean/crunch dela. Segue o link para o áudio/vídeo no YouTube:

10 comentários:

  1. Um belo instrumento!!
    ..imagino o timbre perfeito que ela deve possuir.

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  2. Espetacular, linda Tele!
    Paulo como vi você também gosta de guitarras "Vintage" como eu, você conhece o frettedamericana?
    É uma loja lá da Califórnia especializada em guitarras vintage,ele possuem um canal no youtube http://www.youtube.com/user/frettedamericana

    Tem cada raridade nessa loja que deixa qualquer um louco!

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  3. Paulo, não só conheço como já vi quase todos os vídeos. Acabei virando fã do maluco do "Phil X". O cara é divertido, alto astral e toca muito!! :)
    O meu sonho é um dia conhecer uma loja dessas (com bastante dinheiro no bolso, claro!) :)

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  4. O Phil é uma figura mesmo, também espero um dia poder passar por lá!

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  5. Que blog animal, achei por acaso, mas é show. Parabéns Paulo. Rpz, tenho uma fender tele 75 e pra minha tristeza o cap do braço morreu. Vi que vc comentou que seria facil ajeitar. Vc me indicaria alguém pra fazer esse serviço com qualidade? Abraços.

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    1. Sim, o mestre Érico Malagoli faz rebobinagens de captadores vintage, de acordo com as especificações de época.

      vendas@captadores.com.br

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  6. Fala Paulo.
    Eu vivo pesquisando e revirando a net em busca de N opções para futuramente quem sabe montar uma boa tele, e quando vejo esse vídeo de sua 68, me pergunto se é necessário mais do que isso. Fantástica guitarra, de safra boa da Fender e nada mais é do que tele basicona, no bom sentido, sem frescura.

    Percebi que mais de uma Tele sua tem captador do braço com mais ressonância do que o da ponte, inclusive essa 68. Ao vivo ou para quem toca variando entre as 3 posições da tele, isso complicaria? ou devido ao som abafado, fechado do cap. braço, a maior ressonância compensa essa característica?

    Questiono porque li que o senso comum é: cap. braço - ressonância , cap. ponte + ressonância, por questão de posição deles, sustentação,etc. Mas como Tele parece ser um mundo a parte...

    Finalizando, pela sua experiência, é possivel uma boa Tele com caps. originais gerar o timbre saturado do vídeo abaixo, ou essa guita possivelmente está mexida? (Óbvio que o provável bom setup de palco ajudou, além da "energia" do guitarrista). Ah, o baixista também até que é razoável ;)
    http://www.youtube.com/watch?v=oG2Pizk4ZdU

    Abraço.
    Marçal.

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    1. Não entendi Marçal: mais ressonância? Mais graves e menos agudos?
      Com a honrosa exceção desse da 68, não gosto dos captadores clássicos do braço de Tele - foram feitos pra soar graves e sem agudos (era essa a intenção do Leo Fender).
      A Tele do Josh Homme é uma clássica (original ou cópia?) dos anos 60, como a minha. Aquele som saturado porém altamente definido é o padrão das Teles (captador da ponte) - corta que nem faca afiada :)

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    2. Paulo, me expressei mal, desculpe.

      Eu quis dizer sobre a saída dos captadores. Sua 68 tem o captador do braço com 8,8K e o Rosar da ponte tem 7,2K. Sua 74 Custom tem o humbucker com 11K e o Seymour QP rebobinado com 8K. A sua Tele de Alder com caps de strato no braço deve ter saída semelhante ao Rosar tb.

      O ideal em uma tele é ter o cap. da ponte com mais saída assim como o recomendado para as strato e LP, por exemplo, ou não necessariamente?

      Até mais.

      Marçal.

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    3. Sim, Marçal. A regra geral é que o captador da ponte seja um pouco mais forte que o do braço, pra compensar o menor volume das cordas nessa região (ponte). Mas na prática, isso nem sempre acontece. E depois, como o Sérgio Rosar sempre me corrige, lembro que a resistência nem sempre se traduz em volume real. Na minha 68, os dois soam com o mesmo volume.
      O problema do captador do braço da Tele é que ele é mais fino, menor, usa fio mais fino (43 e não 42 AWG) e tem a capa metálica. São ingredientes que retiram agudos/clareza. Ainda acho que o captador ideal para o braço de Tele é um de strato, com 6,5 a 7,5k

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