sábado, 25 de setembro de 2010

Tagima 735 Special (ou, como levar gato por lebre...)

Parece uma guitarra boa, não? Bem, vamos ver...

Rapaz, eu estava evitando tocar nesse assunto, mas esse comentário do Folli (na Strato Lipstick), praticamente me obrigou a fazê-lo. Leia o que ele escreveu:

Folli: "Eu tenho uma Tagima T 735 Special (made in china). Foi minha primeira guitarra depois que reatei com essa paixão. Não sabia nada sobre guitarras. A aparência é de uma guitarra bem construída, precisa, tem boa pintura e um acabamento que impressiona pelo preço, mas nunca me conformei com ela. Até tentei algumas coisas que andei pesquisando na internet... troquei os captadores por caps Cabrera Screaming Blues, regulei as oitavas, abaixei a ação das cordas, regulei o tensor, troquei as tarraxas, só ficou faltando mesmo trocar a ponte (talvez o mais importante). Essa foi a minha "cobaia", como vc disse aí em cima. Mas não teve jeito. Num dado momento até achei que ela ficaria razoável, até o dia que eu comprei uma Fender usada lá na Teodoro (rua de SP). A Fender precisou de algumas regulagens, tais como substituição dos saddles, regulagem de oitavas, e altura das cordas. Depois ficou excelente, como toda Fender deve ser. Bem... pra quem não sabia nada sobre guitarras, acabei aprendendo alguma coisa. Guardei a Tagima e nunca mais consegui tocar com ela. Ainda não desisti. Vou continuar tentando fazer dela uma boa guitarra. Será isso possível?"

Bem meu caro, POSSO TE GARANTIR QUE NÃO, não será possível. Espero que esse post te ajude e aos guitarristas que visitarem o blog.

      Quando comecei a me interessar, em 2006, pela parte "física" das guitarras - tudo por causa de uma strato de luthier caríssima e muito bonita mas que soava horrível (descobri depois que era graças ao corpo de Cedro), o primeiro passo, já que o meu problema inicial era com uma strato, era focar em um guitarra com corpo de Alder ou Ash, as madeiras clássicas da Fender. Como não queria investir muito, procurei pela internet e encontrei esse vídeo do Zaganin, na época diretor técnico da Tagima, falando do corpo de "Alder" da 735 Special :


video

Comprei-a no mesmo dia. Os captadores cerâmicos imediatamente foram trocados (escudo também) por caps Rosar, tarraxas, saddles com roller... Ela ficou assim:

Nessa foto, não dá para notar, mas ela era "transblack", a parte de cima ligeiramente transparente, e, pela transparência, a madeira realmente parecia ser alder.
Mas o som... que porcaria! Magro, desequilibrado e sem agudos, mesmo com os captadores Rosar. Não fazia sentido. Tudo que eu li sobre o Alder me dizia uma coisa e o som da Tagima outra - era ainda pior que o Cedro.
Decidi esclarecer de uma vez por todas e retirei (com removedor, muita sujeira, irritação no nariz e na pele) a pintura/verniz dela.
Como eu temia, a madeira do corpo era uma "lenha" qualquer disfarçada com uma plaquinha fina de alder. Veja as fotos:
Observe na última foto nitidamente a placa e a madeira por baixo. A placa de alder era tão fina que dez passadas de lixa 100 e ela ia embora.
E a picaretagem não acaba aí  - aquela coisa horrorosa que a Tagima diz ser alder ainda apresentava 5 colagens!!!
Para quem não conhece a textura do Alder, é só procurar na internet por fotos dessa madeira. Existe uma variação (que nem é usada em guitarras) até um pouco mais escura. Mas jamais esse "malhado" aí.
Uma foto de um corpo de alder à venda na StewMac:

Liguei para a Tagima... (editado). Ainda não consegui esclarecimento ou suporte adequado sobre esse problema.

PS: Folli, lamento muito, mas deves ter sido tão enganado quanto eu...
Porém, existe o lado positivo, e essa decepção foi uma das razões do blog existir. Tá bem mais difícil alguém me enganar com guitarras hoje em dia...

PS2: Atualmente tudo mudou no site da Tagima - o corpo agora é anunciado como Basswood e o vídeo não está mais lá, mas ainda existem as de "Alder" à venda por aí. Até no Submarino (clique em "saiba mais sobre esse produto"):
http://www.submarino.com.br/tagima735s


ADENDO 07/10/10: Até alguns dias atrás, todas as minhas pesquisas e as pessoas que questionei, luthiers incluidos, confirmaram a minha suspeita de que aquela madeira não é alder. Porém, um luthier, Fábio Seiji, através do fórum Cifra Club mencionou que "pode ser" Alder, independente do aspecto.
Já que não há mais unanimidade, e o luthier tem o respaldo técnico, eu não posso mais afirmar sem uma definitiva análise em laboratório.
Outra hipótese que deve ser mencionada aqui é que, caso não seja alder, a própria Tagima pode ter sido enganada pelo fabricante chinês, mas acredito que ela tem plena responsabilidade sobre o que anuncia e vende.
Então, deixo as fotos e o meu relato para cada um tirar sua própria conclusão.

ADENDO 18/04/2011: A "Audiência Conciliatória" foi hoje. Para saber a proposta da Tagima, siga o link:  http://guitarra99.blogspot.com/2011/04/tagima-parte-ii.html

ADENDO: 03/2013: Leia o final desse caso aqui (CLIQUE)

105 comentários:

  1. Afe! Estou sem palavras...que coisa triste Paulo!

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  2. Pois é .... !!
    Até achei engraçado essa coisa toda. E é claro, sinto uma satisfação enorme em ver essa matéria publicada aqui no seu blog, sempre esclarecedor, e recheado de bons ensinamentos.
    Foi justamente a madeira que me chamou a atenção nessa guitarra. Vc vê o anúncio da TAGIMA dizendo alder, maple e rosewood, ...
    - "pô... igual das Fenders.." e vai nessa achando que trocar os captadores vai resolver o problema. Ainda bem que não troquei a ponte, que é o acessório mais caro!
    De qualquer forma me sinto lisonjeado por utilizar meu comentário como parte da matéria. Mais uma vez valeu o post.
    Vivendo e aprendendo!
    Um gde abraço.

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  3. Pois é, não tem sido fácil. Tenho até pesqquisado em departamenos de botânica de universidades. Mas vou até o final.
    Acredito também que nem o Zaganin sabia dessa picaretagem. Talvez a Tagima também não - mas a consideração deles com os clientes no meu caso foi decepcionante.
    Mas que madeirinha feia, não? :)

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  4. Olá, Paulo.
    Realmente, quando um amigo meu apareceu com uma dessas, algo me dizia que não havia conserto. Ela nem afinava, mas isso era o de menos diante de tudo. Ele pensava em "tunar", mas eu o aconselhei a devolver à loja, pensei que a dele é que estava com defeitos (vários), e o vendedor não teve argumentos para não trocar por outra. E que headstock medonho...
    Enfim, parabéns pelo Blog, muito interessante mesmo! Gostaria de que colocasse seu contato para conversarmos melhor, também tenho um Blog nesse tema.
    Abraços,
    Rodrigo.

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  5. Olá Paulo.
    No que tange a identificação da madeira tenho uma sugestão. Posso até estar falando bobagens aqui, pois não sou químico, mas aí vai a sugestão a ser verificada:
    Ambas as madeiras, a suspeita (Tagima) e o padrão (alder) podem ser submetidas em separado a uma lavagem em solução alcoólica, ou qualquer outro solvente mais adequado. O produto dessas lavagens é então submetido a um exame num cromatógrafo. As curvas obtidas do deverão ser comparadas. Assim, o sucesso dessa empreitada depende da metodologia de análise.. "lavagem da serragem de alder vs lavagem da serragem da lenha da Tagima", rsrssr....tudo sob condições controladas de pureza e quantidade de cada amostra . Essa é uma idéia a ser considerada. Um tanto dispendiosa, mas obterás ganho de causa, na certa!
    Sugiro ainda contratar um estudante de química que esteja no final do curso. Essa é uma boa ideia para um Trabalho Final de Graduação, ou seja, o estabelecimento dessa metodologia. Um prato cheio pra qualquer estudante de uma boa universidade... assim sai mais barato.
    Abraços

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  6. Rodrigo:
    deixe o teu contato aqui. Eu não sou músico por profissão (sou médico, na verdade) e realmente tenho pouco tempo extra além do que uso para o blog. E mais duas filhas pequenas... Não é fácil! :)
    Por isso não coloquei meu e-mail aqui. Se eu começar a falar sobre guitarra também por e-mail, não paro mais e a "turma" aqui me crucifica (já me proibiram o MSN)... hehehe
    Mas terei o maior prazer em conversar contigo e conhecer o teu blog, ok?
    Abraço!

    Folli:
    Idéia meio louca mas, de repente... :) O meu baterista é engenheiro químico - vou checar com ele e te aviso.
    Abraço!

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  7. olá... muito bom seu comentárioe espero que voçê consiga reaver o que é seu direito... aproveito para dizer que seu blog me esclareceu em muitas coisas, e gostaria de perguntar algo; eeu curoto guitarras strato, evidentemente em alder... entretanto adquiri uma gx50 da condor, e minha idéia é ter uma guitar com timbre diferente das stratos tradicionais. Coloquei um hot-rails na ponte e um rosar no braço... o sergio rosar ficou mais ou menos legal, e o hot-rails bom com drives e "anasalado" limpo. Estou pensando em por mais um cptador nela, pssar o rosar para o mei e por um outro no braço. O que voçê me indica? lembrando que a idéia é ter uma guitar alternativa para situações especificas (ao-vivo ou gravação). Pelo que entendi o basswood é uma boa madeira, mais que não rola com cptadores singles. Então, conto com sua ajuda se possível para me responder isto. Abraço, parabèns pelo blog.

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  8. O Basswood não tem agudos tão legais quanto o Alder ou o Ash Linaldo. Colocar singles mais agudos nem sempre resolve porque ocorre também uma elevação de médios, desequilibrando o timbre.
    Qual é o Rosar que usas? Se me disseres o modelo que não ficou bom no braço (e por que não ficou), posso tentar alguma sugestão.
    Mas a regra geral é que timbre e captador acaba sendo uma questão muito pessoal.
    De qualquer maneira, o problema básico aí é o Basswood. Tenho uma strato squier de basswood e já testei uns 5 ou 6 singles no braço dela. Nenhum deu aquele "estalo" gordo e ao mesmo tempo brilhante das Fender de Alder.
    Porém, não custa tentar... :) Me avise!

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  9. Folli, falei com o Beto, baterista da minha banda e ele disse que é possível sim. O cromatógrafo identificaria os principais componentes das duas madeiras, mostrando as diferenças. Talvez tenhas me poupado uma viagem até o campus de botânica da UFP em Curitiba.
    Obrigado!
    Abraço!

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  10. Jack, parabéns pelo post meu caro! Muito esclarecedor. Como disse no fórum as suas colocações e da Pauleira me fizeram ingressar no curso da B&H.
    Abração!

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  11. Paulo, uma dúvida tem me atormentado.
    Tenho uma Fender American Standard 2008, branca (portanto, não posso ver a madeira, mas é alder).
    Li que você estranhou quando abria o case e sua guitarra de cedro apresentava cheiro forte...
    Isto acontece com a minha, abro o case e um forte cheiro aparece, sempre achei que era do case, que não é o original, mas agora você me colocou uma pulga na orelha: minha guitarra pode vir a apresentar problemas na madeira com o tempo? Hoje ela é perfeita, eu nem preciso afinar, já foi regulada por luthier, mas temo se a madeira não poderia empenar com o tempo.
    O que você me aconselha?
    Obrigado,
    Rodrigo.

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  12. O corpo de alder não vai empenar, Rodrigo. Braços, principalmente os de maple, precisam de ajustes periódicos. O cheiro acredito que seja do case mesmo. É importante que a guitarra seja guardada em local com pouca variação de temperatura e umidade do ar, e o case adequado é ideal para isso.
    O principal problema no Brasil é a umidade relativa do ar. Aqui em Florianópolis varia muito e é um sufôco... :)
    Teu luthier mora na mesma cidade que tu? Ele pode te passar as dicas específicas para a tua região. ppte em relação ao controle de umidade.

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  13. boa tarde... sobre a guitarra em basswood (GX-50), eu coloquei no braço um dual blade, RG1 (http://www.sergiorosar.com/stratocaster/dualblade/rg1_schredking.php)... o captador em si da pra perceber ser bom, só vejo que não casou bem com a guitar. De fato os médios ficaram gritantes por demais, de sorte que uso ela somente com drives, e para músicas especificas... mas minha idéia é essa, ter uma guitar com timbre um pouco diferente do que realmente gosto de usar, que é o alder com captadores singles. O braço dela inclusive é muito bom (chego a pensar em aproveitar posteriormente em outro corpo)... Quero saber como melhor aproveitar as caracteristicas desta madeira (basswood) e quais captadores mais corretos para ela. tenho um colega que tem uma squier em basswood, mas confesso nunca ter tocado bastante em guitarras com esta madeira (apenas pequenos testes, etc). Obrigado pela atenção, aguardo resposta.

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  14. Linaldo, eu não gosto do Basswood, definitivamente. É uma madeira que só é útil para colocar captadores potentes e fritação. Com um tampo de maple ela equilibra mais e pode ficar boa, mas não é o teu caso. Sons clássicos Fender ou mesmo outros cleans bonitos não são a praia do basswood. Além disso, embora seja fã de carteirinha dos captadores Rosar, eu sempre tive minhas dúvidas com os dualblade de baixa saída, supostamente para sons cleans "clássicos". E por uma infeliz coincidência, os caps que o Rafael Gomes (sabe muito de captadores, tenho que ser justo) assina não coincidem com o meu gosto pessoal.
    Acho que é perda de tempo investir no basswood. Se o braço é legal, mude o corpo se possível.
    Abraço!

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  15. Ok, grato pelo conselho e obrigado por estar me ajudando... Não entendo muito de trocar o corpo... Você conhece alguém que faça e seja de confiança? Penso então em fazer ou em ASH, ou Alder mesmo... Tem uma guitarra, não sei se conheces, a Goldin Radiator. Ela tem corpo em Maple, e achei um bom timbre, mas tenho medo de errar na madeira novamente (e o maple não corresponder). Enfim, não sendo cedro, gostaria de saber de alguém que faça um corpo legal, com boa madeira. Aguardo resposta, obrigado.

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  16. A Godin Radiator é excelente porém tem outra concepção e sonoridade, Linaldo. Stratos e Teles clássicas, somente de Alder ou Ash. Embora sejam madeiras baratas na américa do norte, não é fácil obtê-las aqui no Brasil e poucos luthiers trabalham com elas. Se leres o post sobre a minha Strato American Standard verás que comprei um corpo de alder WD, importado pela Dodô Aldrin. Não é barato, mas é autorizado pela própria Fender.
    Eu sugiro que te cadastres no fórum da GP ( http://www.guitarplayer.com.br/forum/index.php?/forum/6-equipamentos/ ).
    Prefiro responder às questões dessa natureza lá (além do auxílio de feras no assunto, inclusive o próprio Jaques Molina), pois o objetivo desse blog não é propriamente de discussão. Embora eu adore falar sobre guitarras, infelizmente não tenho tempo (e nem tanto conhecimento assim) para isso.
    O fórum é excelente e fiz grandes amigos lá.
    A gente se vê no fórum, ok?
    Abraço!

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  17. Cara parabéns pelo post!
    totalmente esclarecedor!! ajudando as pessoas que não tem conhecimento sobre madeira de guitarras!!!
    Eu mesmo estava em duvida entre uma strato da Tagima e da SX, agora nao me resta muitas duvidas!
    Obrigado!
    Abraço!!

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  18. Quanto às SX, geralmente têm alder de razoável a bom, mas nunca se sabe... :) - Há uma semana vi uma SX 62 com um braço muito ruim.

    O legal é pegar uma "sunburst" porque eles usam menos emendas e melhores madeiras nessas.

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  19. Olá Paulo,

    Gostei muito do seu blog. Também não sou músico, mas sou apaixonado por guitarras.

    Minha primeira guitarra foi uma Aria pro II Strato de 1998, made in China e como ela está meio parada eu estava pensando em dar uma melhorada nela. No site da Aria, a especificação é que o corpo dela é em Alder, já ouvi alguns boatos que algumas guitarras da Aria eram feitas em compensado, mas ela tem o peso de madeira maciça (é até mais pesada do que a minha telecaster Tagima, made in Brazil).

    Depois de ler esse tópico fiquei com medo de investir numa guitarra que não vai valer a pena...

    Observando o que dá para ver (pois a pintura é um marrom meio transparente), o corpo dela é formado por 3 peças na vertical, sendo que a do meio tem a largura próxima da do braço.

    O som dela não é ruim, embora predominantemente grave e médio tem uns sons agudos que parecem sair do além...rsrsrs (como se ficassem de fundo do som como um todo), mas é uma guitarra de estudo, então os captadores devem ser bem ruinzinhos... sendo que o da ponte é hambucker.

    Com essas poucas informações, será que vale a pena investir nessa guitarra? Ou só um luthier mesmo para avaliar a madeira?

    Agradeço se puder me ajudar.

    Grande abraço

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  20. Vicenzo, acho que deverias postar no fórum da GP, se possível, com fotos e os links da Aria.
    As duas ARIAS que tenho têm construção perfeita mas são japonesas da década de 80. Acredito que ela seja realmente de alder (por isso é mais pesada que sua Tele Tagima, que deve ser de marupá) e se for uma guitarra bem feita, acho que vale a pena tentares um "upgrade", principalmente nos captadores. Mas sem detalhes, inclusive dos valores dos potenciômetros e capacitor, é difícil saber.
    Abraço!

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  21. Paulo, não perca seu tempo com certos "especialistas". Sem citar nomes, conheço alguém que encomendou uma guitarra com certo individuo "respeitado" de determinado fórum, e se arrependimento matasse... Abraço, continue com teu grande blog!

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  22. Paulo,

    Muito obrigado pela ajuda. Tinha pensado justamente em perguntar pq vi sua matéria sobre uma de suas Aria Pro. Assim que tiver uma grana, vou comprar uns bons captadores e testar nela. Qualquer coisa depois dou um feedback.

    Grande abraço

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  23. Valeu iggypop77. Interessante colocação! :)

    Vicenzo: poste a guitarra no fórum da GP, cara. Ela é HSS, não? HSS dá um trabalho danado para acertar os potenciômetros e capacitor. Uma mod do Jaques Molina pode ser útil quando fores trocar os caps.

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  24. Paulo,

    Minha ideia era basicamente aproveitar o corpo e o braço dela e fazer um extreme makeover.

    Começaria pintando o corpo,pois nunca gostei muito da cor dela. As tarrachas não são ruins, mas não são blindadas. E eu estava louco pra colocar uma ponte tipo Wilkinson nela.

    Pesquisando na internet, achei interessante os captadores da Malagoli, custon blues para o braço e meio e o 59 Rails para a ponte. Pra completar, eu trocaria todos os cabos internos. Não entendo muito de luthieria, mas entendo de eletrônica e faria eu mesmo o serviço sujo...rs

    Vou ver se tiro umas fotos dela e posto lá. Tem algum tópico específico ou é só abrir um novo?

    Grande abraço

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  25. Abra um novo tópico no subfórum "Guitarras e Captadores", Vicenzo.
    Lá a gente conversa... :)
    Abraço!

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  26. Já postei Paulo.

    Valeu!

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  27. Caro Paulo,

    Não sou músico, mas tenho a guitarra como hobby. Minha primeira guitarra foi uma Gianinni Stratosonic de 78 que ganhei do meu pai. Sempre achei que ela não devia nada para as importadas na época.

    Depois parei de tocar e retornei há algum tempo. Comecei com uma Washburn japonesa muito boa e bem regulada. Mas como sempre preferi Stratos, peguai também uma Tagima T735.

    A princípio achei muito boa, regulada e quase não desafina. Se bem que o antigo dono investiu nela e trocou todas as ferragens (tarrachas Gotoh) e trocou toca captação, colocando 2 Dimarzio (ponte e braço).

    Não tenho muito o que reclamar por enquanto, mas depois de ler seu blog, comecei a procurar defeitos nela.

    Como disse, não sou músico e não pretendo investir muito num instrumento. Qual guitarra você recomendaria (Strato, fora Fender)?

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  28. R2,
    Barata e "não-Fender"?
    SX SST57 ou 62 - mas tens que analisar e tocar pessoalmente, porque a diferença de qualidade entre elas varia muito. Veja o meu post sobre a minha SST57 modificada...
    Outra muito boa é a Condor GX40A - o braço é de maple e quase tudo - acabamento e hardware - parece melhor que as SX. O único detalhe negatico nela é a cavidade grande dos captadores.
    Essa tua Tagima até está soando bem por causa das tarraxas e captadores de primeira. Mas eles ficariam bem melhores numa com corpo de alder de verdade...
    Abraço!

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  29. Valeu pelo toque Paulo. Vou garimpar por aí uma SX ou Condor. Conversei com um cara aqui no ABC que me recomendou uma Fender mexicana das novas (R$ 3.000,00) mas não me convenceu ainda. Vou continuar minha busca. Valeu!

    Rodrigo Aguiar.

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  30. Rodrigo, tem um cara do Rio que anuncia no ML e vende Stratos American standard por 3.450, uma American Special por 2.980 e uma Standard mexicana por 2.000 - todas novas. Uma American Standard por 3.450 é um excelente preço...

    http://lista.mercadolivre.com.br/_CustId_94960169

    Abraço!

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  31. Valeu Paulo, também achei uma Fender México aqui em SCS por 2.000... é questão de procurar mesmo. Também achei uma Strato SX com corpo em Alder igual a que você postou aqui (R$ 500,00)... quase peguei pra fazer um frankstein com as peças da minha Tagima... hehe...

    Abraço!

    Rodrigo Aguiar.

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  32. Velho, estou preste à adiquirir uma strato e na boa, estava quase me decidindo em comprar uma dessas T 735S, mais pelo seu depoimento fica complicado confiar, bom o caso é que agora fiquei mais indeciso ainda, mais me ajudou bastante com esse post, não vou embarca nessa!

    Ps: Se tiver uma sujestão de strato ficaria grato, lembrando que não farei up nela!


    Ronnie

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  33. Rodrigo, algumas SX realmente têm um corpo legal, mas os braços raramente são ok. Sempre tem um ou outro traste ruim e são mais "gordos" que os Fender. Já o braço dessa minha Tagima era até bom se comparado com o da SX.

    Peterson:dê uma olhada no post sobre a SX. É uma guitarra barata e, se bem escolhida na loja com um excelente custo x benefício, mas ela precisa pelo menos de captadores de alnico decentes...
    A Cort G260 (também está postada aqui) é tipo strato, HSS, e geralmente a encontras por menos de 1.000 reais. É uma guitarra de excelentes madeiras, acabamento e hardware. Poderias até manter os captadores originais, mas ela melhora em 100% com caps de alnico.
    Na minha opinião, é a guitarra com o melhor custo x benefício do Brasil.

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  34. Muito bom o Blog Jack..

    Gostaria de saber se você tem informações sobre as Tagimas Signature JA1 e MB1?? que são as que mais em interessam no momento. Valeu

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  35. Warley, nunca toquei/avaliei essas Tagima, mas as críticas que li foram positivas. Pessoalmente - e todos já sabem - não gosto da sonoridade do cedro. Muitos gostam, entretanto.

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  36. Fala Paulo,

    Novidades do meu garimpo: rodando por aí a procura de uma strato legal, um amigo me ofereceu uma guitarra que estava sem uso de um primo que ia aprender a tocar e bla bla bla... Bem, fui lá conferir e tratava-se de uma Telecaster Walker de 2003 com corpo em madeira mais escura, sólido sem emendas que aparentemente parece ser mogno ou cedro rosa pois não é pintada (não sou conhecedor de madeiras). Como não conhecia a marca, fui logo tratando de testá-la. Para minha enorme surpresa, o trimbre soou fantástico com médios e graves bem acentuados. Os caps são originais e não deram ruído nem com meu overdrive ligado. Curti demais o som.
    A única ressalva é o desenho do braço. Não tem o shape das teles Fender e tem o formato mais em U, o que torna menos confortável pra mim. Outro ponto é o verniz no braço, mas lendo seu blog aqui já aprendi a retirar o excesso e deixá-lo mais liso, hehe.
    As ferragens são boas, com tarrachas blindadas de ótima qualidade.
    Estou pensando em fazer um upgrade trocando os caps pra ver como vai ficar.

    Qual sua opinião?

    Abraço e obrigado pela ajuda.

    Rodrigo Aguiar.

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  37. Grande Paulo,

    Também gostei das Cort G260 (aliás, acho a "série G" da Cort muito boas).

    Penso em pegar uma Strato (tenho uma Condor Les Paul BK, made in Korea). Estou em dúvida entre pegar um Condor GX40 ou comprar um corpo solto, em Ash ou Alder, e colocar um bom braço (um WD, por exemplo).

    Agora, acerca da sua "Tagima", acho difícil que a própria Tagima tenha sido enganada e não saiba direito a madeira que está vendendo. Acho muito difícil. Primeiro porque Zaganin é um cara experiente e com conhecimento de madeira, depois porque esses contratos internacionais de produção (produção por encomenda) são muito bem redigidos e especificados quanto ao objeto e sua construção.

    Não obstante tudo isso, responde, perante a lei brasileira, sempre, a Tagima pelo produto que ofertou ao mercado. Cabendo a ela toda a responsabilidade sobre o produto, vício, informação e propaganda.

    A Lei nº. 8.078/90, qual seja o Código de Proteção e Defesa do Consumidor, em seu artigo 4º, inciso I, reconhece o consumidor como mais vulnerável na relação de consumo (o que será relevante ao que direi mais tarde). Não obstante, o artigo 12 da mesma Lei informa que o fabricante, o produtor, o construtor - nacional ou estrangeiro -, e o importador (a Tagima encaixa-se nesses), responde pelo produto, inclusive quanto a sua fórmula (a doutrina também entende como "fórmula" o material usado na construção do produto), bem como informação inadequada ou insuficiente sobre o produto. Independentemente de culpa, ou seja, não cabe comprovar que foi culpa da Tagima ou da fábrica chinesa. A Tagima assume o ônus e pronto!

    Sobre o reconhecimento da vulnerabilidade do consumidor, isso acarreta a facilitação da defesa de seus direitos, inclusive com a inversão do ônus da prova a seu favor, expresso no art. 6º, inciso VIII, da mesma lei supra-citada. Isso significa dizer o seguinte: normalmente, o ônus da prova cabe a quem acusa. Ou seja, seria você que teria de provar que a madeira é ou não Alder.

    Entretanto, com a inversão do ônus da prova na Lei de Proteção e Defesa do Consumidor, esse ônus é invertido a favor do consumidor, ou seja, basta que vc peça a inversão do ônus da prova para que então a Tagima tenha de provar que a madeira da sua guitarra é Alder. Empurra-se a prova para eles em vantagem ao consumidor, no caso você.

    Um advogado com boa visão aceitaria essa causa. No mínimo, como eles são obrigados a propor um acordo antes da audiência de julgamento, eu proporia a troca do instrumento pela Tagima T 737 Custom.

    É só uma idéia. Mas não desiste, não!

    Abç!

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  38. Pô Leo! Obrigado, cara! :) Já copiei, arquivei e vou enviar o teu post para o meu advogado. A audiência de conciliação está marcada para abril de 2011.
    Abraço! :)

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  39. Rodrigo, as Walker eram fabricadas em Blumenau e ligadas à Hering Instrumentos. Eles só usavam madeiras (boas) nacionais e grande parte delas tinha excelentes captadores Lace Sensor Holy Grail noiseless (vide: http://www.lacemusic.com/electric_pickups/holy_grail/holy_grail_specs.php )
    Talvez por isso não tenhas notado o ruído... : Se forem esses, por favor, não os troque! :)
    A madeira do corpo pode ser Tauari (tingido), Embuia (Imbuia) ou Cedro. O braço geralmente era de marfim imperial com escala de marfim, jacarandá ou pau-ferro.
    Nunca toquei numa, mas sempre li/ouvi bons comentários.
    O luthier Cavalheiro trabalhou por um tempo na Walker - acredito que ele possa te ajudar a identificar as madeiras desse modelo. E-mail:
    oficinadomusico@ig.com.br
    Abraço!

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  40. Fala Paulo, muito obrigado pela ajuda.

    Como eu escrevi, o timbre superou minhas expectativas numa guitarra dessa (cotada a menos de R$ 1.000). Já estou com ela e só vou confirmar as madeiras, mas a princípio gostei muito. Quanto as caps, pesquisei os Lace e vou desmontar pra ver se são esses realmente.

    Vou mandar um email pro Carvalho. Depois posto umas fotos dela.

    Abraço e obrigado novamente!

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  41. Grande Paulo,

    Espero que ajude mesmo. Vou torcer por aqui. Poxa, mas ficou longe essa audiência, né? Vamos acompanhar por aqui. E quero, também, parabenizá-lo pela atitude, pois muitos iriam simplesmente "deixar para lá", mas vc está fazendo valer seus direitos. Muito boa atitude.

    Abração!

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  42. Obrigado, Leo. Eu estou curioso pra saber qual será o posicionamento da Tagima. O tempo e a energia que eu perdi tentando fazer essa guitarra soar legal, sempre achando que o corpo era de alder... E imagine a minha cara assim que acabei de retirar a tinta dela? "Me passaram a perna"... :)
    Abraço!

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  43. Cara... e a tagima 736, se enquadra nessa situação da madeira ou posso ficar sossegado? rsrsrs

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  44. Falas da 736 Special? Corres o mesmo risco que eu... :)

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  45. Este comentário foi removido pelo autor.

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  46. Tirei o escudo da minha T 735S hoje e olhando bem no local onde ficam os captadores a madeira é realmente alder e maciço, no local dos controles de volume e tom e na parte traseira onde coloca-se as cordas também observei a mesma coisa. Acredito que os casos acima decorrem da falta de controle de qualidade e fiscalização. Digo isso sem a menor pretensão de dizer que a minha 735S é de alder, até pq pretendo comprar uma LTD EC-401 esse ano.

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  47. Em 2010 - ou até um pouco antes - a Tagima mudou a madeira para basswood - que é sólida e pode ser confundida com alder.
    E não mencionei no post, mas tenho DUAS T Special. A segunda também tem a placa.
    A LTD EC-401 é uma ótima guitarra - parabéns pela escolha. :)

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  48. Querido Louco por Guitarra, também sou e pergunto o que vc tem contra o cedro...?Tenho uma 737 corpo inteiriço de cedro, dois hot hail's Saymour e um SSL1, a guitarra tem um puta som, o problema é o acabamento que é uma m....O cedro é uma madeira tão ou mais nobre do que o Mogno.Se o amigo ler sobre a história da Fender, vai perceber que ela foi criada para ser uma guitarra barata com uma madeira barata e popular no USA, essa era a idéia do nosso querido Leo Fender, mas me parece que não valorizamos nossa madeiras nativas, que com certeza tem muita qualidade olha nosso Jacarandá o melhor do mundo. Com certeza se o querido Leo tivesse acesso ao nosso excelente Cedro teriamos hoje o timbre fender de cedro...Abraço a Todos
    Aldo

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  49. O que seria do branco se todos gostassem do preto?
    Eu não gosto do timbre de cedro para alguns tipos de guitarra. Assim como não gosto de comer peixe...É uma opinião pessoal e deixo bem claro aqui.
    Durante os 5 anos que passei tentando fazer guitarras de cedro soarem do jeito que eu gostaria, cheguei à conclusão (pessoal) de que o Cedro pode soar bem com captadores de alto ganho (tá explicada a presença dos HotRails), mas não acho que ele tenha o equilíbrio necessário para captadores de baixo ganho e sons sem a compressão compensatória de overdrives.
    Nada contra a qualidade da madeira, que é de fato boa - só não gosto do timbre dela.
    Obrigado pelo comentário educado e bem humorado.

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  50. Putz!!! acho que o meu caso foi pior. Comprei a minha em Outubro/2006, em 2010 resolvi dar uma "Tunada" no meu "Pau de Cordas" quando me deparei com uma rachadura perto da ponte indo em direção a cavidade dos caps. Vou deixar aqui o link das fotos de antes e depois da modificações que fiz.

    http://www.megaupload.com/?d=6WJEUFDY

    Troquei ponte, caps, escudo(esse foi difício de achar sendo na cor preta e no estilo HSS), pots. (vol: 300KB, Artec QTA e BCU Circuit para equalização de agudos).

    Estou pensando em pegar uma Shelter SX SST57 por causa do custoxbeneficio mas fico com medo de acontecer a mesma coisa com a Tagima.

    Inté.

    UH!Bom

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  51. Já fiz o download. Belo trabalho! :)
    Acredito que aquela rachadura, se for superficial, não deve influenciar muito o timbre.
    A partir de 2010 (ou final de 2009) as 735S passaram a ter corpo de basswood.
    Eu postei a minha SX aqui no blog:
    http://guitarra99.blogspot.com/2010/07/strato-sx-modificada.html
    O braço é meio gordo (coloquei outro braço) e nem todas são boas - tem que tocar/testar na loja.

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  52. Paulo, algumas fotos não ficaram boas pq são fotografo (heheheh). Hoje vou numa loja aqui em BH/Guitar Shop (guitarshop.com.br) para experimentar uma SX.
    Quanto que você pagou nas tarraxas? São boas mesmo?

    Inté.

    UH!Bom

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  53. A Planet Waves Auto Trim Lock é talvez a melhor tarraxa do mundo. Considero-a melhor que a Sperzel. O visual pode ser um pouco estranho, mas é excepcional. Depois que a gente usa uma dessas, não quer outra! :)
    Devo ter pago por volta de 220 reais, na Mensageiro Musical em Fpólis (ou na Grellmann).
    Só um detalhe : a furação da SX57 é para tarraxas vintage, ou seja, mais fina que a furação moderna (Planet Waves, Grover, etc.) Tem que adaptar ou de preferência levar para um bom luthier. Aqui no blog tem um post sobre isso, mas só faça numa emergência... :)

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  54. fui eu o anonimo que disse que tem uma 735s de alder la em cima (tive problemas com o sistema de identificacao), uma pergunta: alguma dessas 735s que vc comprou era com aquela pintura meio transparente? pq a minha e de um verde meio transparente que da pra ver os detalhes da madeira.

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  55. Sim Rubem, a minha tinha uma pintura "Trans Black" - eu só conseguia ver (e não sabia que era) as placas fina de alder que colocaram por cima e por baixo, mas nas bordas escuras, nada. Só vi o tamanho da picaretagem quando tirei todo o verniz e tinta.

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  56. Sacanagem, vc nao deu sorte, na minha como as bordas não são tão escuras da pra ver os detalhes. Mas parabéns pelo blog, muito bom.

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  57. cara muito fera o blog.. visita o meu eu tambem escrevo sobre instrumentos http://guitarraseletricasevioloes.blogspot.com/

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  58. Paulo, a T735S que aparece no video e foto tem um headstock mais "alongado" e adesivo menor em realação as primeiras T735S (2005,2006).

    Algum comentário à respeito ou deve ser tudo "alder-fake"? rs

    Abraços

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  59. Pedro, difícil saber... :)
    Espero que seja só a minha, mas tudo leva a crer que essa picaretagem é mais ampla. :)
    Abraço!

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  60. Paulo,

    A minha é uma T735 S de 2005 mais ou menos, headsotock largo como as primeiras.

    Ela é natural, em quatro partes.

    Eu não conheco o Alder (os veios da madeira), mas parece que a guitarra é feita de um tipo de madeira no total.

    Quero dizer: o acabamento é natural, então dá pra ver a continuidade dos veios da madeira nas laterais.

    Independente de como foi feita a "picaretagem" ai na sua, estou vendo que aqui pelo menos nao teria um "topo" de "alder" com a parte de dentro (miolo) de qualquer outra coisa.

    Bom, a não ser que seja uma capa mesmo com recheio de qualquer outra coisa.

    Por fim, tenho muito pouca tempo experiencia em guitarras para sentir se o timbre está ruim ou bom.

    De qualquer forma fica o registro para avaliarmos este caso.

    Abraços

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  61. A ausência do tampo pra disfarçar já é uma grande coisa, Pedro. E quatro partes seria o esperado para uma guitarra nesse preço. Portanto, parece que no caso da tua guitarra não houve tentativa de esconder nada...
    Espero que seja alder, sinceramente! :)
    Abraço

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  62. Paulo, independente do que seja a minha guitarra é o que eu falei, o timbre não me incomoda pr que tenho pouco experiencia.

    Mas é lamentável o que aconteceu com vc. Além disso, vc está certíssimo de ir atrás do motivo que estava te incomodando (o timbre da sua guitarra).

    Abraço e parabén pelo blog.

    Tenho um tb mas essa vida não nos permite mto tempo pra estudar-tocar-blogar!

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  63. É isso aí. Eu já trabalhei com a venda de guitarras e parei assim que o mercado chinês começou a invadir as lojas com seus lixos. É claro que se você pagar um pouco mais e supervisionar a fábrica, eles fazem um instrumento tão bom quanto qualquer outro fabricante.

    Mas infelizmente o consumidor brasileiro é inconsciente e não sabe ponderar na hora da compra. Essas Stratos e Les Pauls saem da china por 30 e 40 dólares, com a marca "nacional" estampada. Não há como produzir guitarras sequer razoáveis por esse preço, e a madeira é qualquer porcaria ou sobra das sobras.

    Sugiro que façam algo em um luthier ou pesquisem bem antes de comprar qualquer marca.

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  64. Comprei mês passado uma guitarra Strato RS200 da Slater fabricada na Korea, com ferragens e ponte Willkison e tarrachas goover, por tanto esses são os unícos aspectos positivos nessa guita pois a afinação segura muito bem e pode-se usar a lavanca tremulo a vontade, o braço e a aprência dela Vinho Fosco são legais também, mas o som é muito magro e sem sustain. Diz o fabricante que o corpo é Alder, aparentemente é em 3 peças. Não sei se vai valer a pena investir em captadores top nela.

    O que vcs acham?

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  65. Que tal postares isso no fórum da Guitar Player?
    Tenho certeza que o pessoal vai discutir o assunto. Blogs não tem estrutura pra discussões.

    Não se esqueça de especificar os captadores dessa Slater (nunca ouvi falar nessa marca, por sinal).

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  66. Essa guitarra só tem uma solução e não é barato.
    Colocar um conjunto DG20 David Gilmor EMG, pronto ta resolvido.
    Tem que fazer a Tagima pagar um conjunto desses.
    Marcelo

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  67. Marcelo, ela é tão leve que parece papelão... Acho que nem um set do Gilmour ficaria legal. :)

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    1. São captadores ativos, madeira não faz diferença.

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    2. Era o que eu achava Marcelo :)
      Até testar o meu set EMG em 3 guitarras diferentes.
      De fato a madeira influencia menos, mas é perceptível. Além disso, o tipo de construção, ponte e escala também são relevantes para a sonoridade final dos ativos.

      Por falar nisso, pessoalmente não gosto de captadores ativos. Eles são fantásticos para sonoridades de alto ganho onde o controle do timbre/ganho é imperativo, mas eu paro por aí... :)

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  68. qual removedor voce usou para tirar a tinta e verniz?

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  69. Uma lata média de "Strptizi Gel" da Montana. Existem outros similares no mercado.

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  70. paulo será q as tagimas k2 special também tem esse problema???

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    1. Não tenho a mínima idéia, Cido :)
      Se ela é feita na China, a possibilidade de problemas com as madeiras é maior.
      Infelizmente só dá pra saber retirando a tinta/verniz.

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  71. Opa,eu tenho uma t736 s,semelhante a essa,a unica diferença é um humbucker,você acredita que ela tenha o mesmo problema que essa? porque comprei um captador porque não gostei do som dela,e to com medo de por ele e continuar a mesma coisa.

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    1. http://img713.imageshack.us/img713/5799/20120706103226.jpg aqui a foto do local onde o braço é aparafusado,não tive coragem de tirar a tinta dela

      Alexandre

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    2. Alexandre, eu duvido que qualquer uma dessas seja realmente de alder. Pode até ser um "parente" chinês do alder americano, mas a madeira é bem vagabunda. Na foto, aquela estria cinza já entrega - alder via de regra não tem essa coloração...

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  72. não pode ser marupá?

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    1. Não. A linha "Special" é/era toda feita na China.

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  73. Bom dia.
    Esse teu post me deixa apavorado.Comprei ontem uma Tagima t735S.Estou entregando ao Luthier hoje para regulagem, então não toquei com ela ainda.Na verdade não toco guitarra e sim, violão.Pensei ter comprado algo bom pois muitos elogiam a marca.Estou numa ansiedade para tocar.Espero ter uma surpresa boa.

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    1. As mais recentes têm corpo de basswood, mas não deixam de ser uma linha chinesa barata, Ronaldo.
      Mesmo assim, te desejo sorte! :)

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  74. Paulo, muito obrigado por esse post !

    Me salvou de uma...estou voltando a tocar, procurando uma guitarra "de verdade" (tenho uma Michael GM221), e por ser canhoto a procura fica mais difícil, pensei até em pagar R$1600 nessa tagima imaginando que ela fosse de ótima qualidade pro que eu procuro, mas vi que não chega nem perto disso...

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    1. Não há de que, amigo. Esse post é realmente para alertar e evitar que mais pessoas gastem dinheiro à toa como eu.

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  75. Paulo,comprei uma dessa, mas creio que essa novas linha seja um pouco melhor..realmente é uma pena uma marca com status no mercado brasileiro fazer isso.

    Só me responde uma duvida a furação das tarraxas permitem a troca por uma tarraxas wilkinson com ezlock?

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    1. A nova linha tem corpo de basswood.
      Na minha, a furação de tarraxa é moderna (ok p/ Wilkinson) - imagino que eles não tenham modificado isso.

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  76. Mas será que isso é com todas?Tenho uma tagima t735 special 2009,bem pesada ,muito parecida com essa,e gosto muito do som dela,que está com captadores dela ainda,tava pensando em trocar os captadores,mas depois que li,fiquei em duvida se troco a guitarra.Tem um som dela em http://www.youtube.com/watch?v=1Mgq7l8ZYTM. Será que é com todas?

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    1. Provavelmente com algumas, mas não com todas... difícil saber.
      Eles até podem usar alder chinês, mas nessas guitarras baratas chinesas, não há garantia de nada, independente do importador ser a Tagima ou não.
      Se o importador não fiscaliza, nós é que pagamos o pato.

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  77. Essa que você comprou era muito leve?ótimo blog

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    1. Bem leve, menos do que basswood e marupá. O corpo sem nada pesa 1.485g - tenho um de marupá, bem leve, que pesa, 1.720g

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  78. Eu comprei uma Tagima T735 Brasileira... e ela é boa.. que não tem nada a ver com essa merda de chinesa ai kkkk, a brasileira é boa, tem corpo marfim, braço brasswood, e eu achei bacana o som q ela faz... vc concorda Paulo May?

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  79. Desculpe falei errado ai em cima huehue ela é Corpo Cedro, Braço Marfim,capo traste Osso,Captadores 3 Single Coils Tagima modelo T-Standard com imã de alnico.. ela e´boa? ou vc num acha Paulo May? gastei 1200 pilas na minha :/

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    1. Bem, eu sou suspeito pra falar sobre a Tagima, mas obviamente a versão brasileira é superior à chinesa. Infelizmente, independente da marca, não gosto de cedro e marfim para guitarras. Mas isso é gosto pessoal...

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    2. vlw ai, e parabéns pelo blog seu :D

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  80. Paulo, sei que o post já é antigo.

    Mesmo assim quero registrar aqui os meus parabéns! (E parabéns: por todo o seu trabalho!). A madeira também é fundamental para encorpar o timbre de qualquer guitarra! Já montei várias e muitas delas foram montadas a partir das dicas que li aqui no seu ótimo blog! Continue assim...

    Um abraço,

    Peter Brun.

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    1. Obrigado pelo elogio e suporte, Peter! :)

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  81. Paulo, gostaria de saber o que você quis dizer quando mencionou: "tudo por causa de uma strato de luthier caríssima e muito bonita mas que soava horrível (descobri depois que era graças ao corpo de Cedro)".

    Você reclamou da sonoridade porque acredita que o Cedro não combina com o timbre de uma strato ou você considera o Cedro uma péssima madeira, em geral?

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    1. O Cedro definitivamente não é uma madeira ruim para guitarras, Matheus, mas pelas suas características sonoras, não entrega a sonoridade "clássica" nas stratos ou teles. É uma madeira excelente para captadores de alto ganho e coisas mais pesadas.
      É puramente pessoal - eu não gosto dos médios do cedro, mas tem guitarrista que adora :)

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  82. Muito bom esta reportagem pois desmascarou uma marca e freiou a desonestidade.

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  83. Está sendo comercializada pela Tagima a TG 530, o que você tem a dizer sobre ela? e madeira boa ?

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    1. Não tenho a mínima ideia.
      Tudo que eu tinha pra falar sobre as guitarras Tagima está nesse blog.

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