sexta-feira, 8 de julho de 2011

CAPTADOR DE GUITARRA (conceitos básicos)

 Aviso aos incautos: O post que segue é extremamente básico e didático. É baseado no mesmo que postei no fórum da GP. Achei interessante colocá-lo no blog, mas admito que não tenho formação técnica ideal para vários conceitos aqui explicados. Na falta de um texto similar em português (se alguém achar um, me avise :) ), espero que esse ajude.


1 - O QUE É UM CAPTADOR DE GUITARRA?

Artefato formado basicamente por imã e fios de cobre (enrolados geralmente em uma bobina), de propriedades eletromagnéticas cuja função é transformar o som proveniente das vibrações das cordas e das madeiras em um sinal elétrico que possa ser amplificado.

Por uma lei da física, se um campo magnético que está envolto em uma bobina formada por fio de metal (cobre) enrolado (centenas a milhares de voltas) sofrer flutuação (a vibração da corda de metal da guitarra modifica o campo magnético), ocorrerá formação/indução de uma carga elétrica pelo fio da bobina.

Um exemplo prático: imagino que todos conheçam o famoso "dínamo" de bicicleta. Ele tem essa estrutura:


Quando o pneu gira, ele promove a rotação do imã dentro da bobina, que induz uma carga elétrica no fio de cobre enrolado em volta dele. Essa carga vai alimentar a lâmpada... Simples!

Mais simples ainda é essa experiência: o cara enrolou (cerca de 500 voltas) um fio de cobre e, ao girar um imã em volta dele, há indução elétrica (milésimos de volt), como podemos abservar no multímetro:


Ele poderia colocar o imã parado dentro do anel de fio de cobre e movimentar algum objeto metálico próximo ao imã. Também geraria uma corrente e esse é o princípio exato da relação captador/corda da guitarra.

Veja:

Depois a gente entra em detalhes sobre as diferenças entre single coil e humbucker, mas a imagem seguinte é pra percebermos as diferenças de estrutura e relação de posição entre imã e bobina: nos singles os magnetos são os próprios pinos e nos humbuckers é uma barra na base, que encosta e transfere o magnetismo para os parafusos.


A carga elétrica gerada é pequena, de 100 milivolts até mais de 1 volt nos captadores mais potentes, mas suficiente para ser interpretada e amplificada.

Um detalhe importantíssimo é que o fio de cobre não pode encostar nele mesmo - a corrente elétrica só é gerada se correr livremente AO LONGO do fio. Então, ele recebe uma cobertura/capa isolante. Quanto mais eficiente essa "capa" em termos de isolamento, volume, elasticidade e resistência ao calor, melhor.

Atualmente (na verdade, desde os anos 60) usamos uma camada de poliuretano (polysol), que é bem fina e transparente. A cor visualizada é a do cobre mesmo. Obs: fios de cobre com revestimento isolante são feitos basicamente para a indústria de transformadores. Captadores utilizam uma ínfima parte desse volume. O Polysol é um fio mais eficiente pelos padrões atuais de indústria de transformadores, mas pior quando usado em captadores. Justamente pela sua eficiência na condutividade e isolamento, ele tem uma certa aspereza, um brilho excessivo nos agudos.
Como as madeiras foram piorando com o passar dos anos, perdendo ressonância e brilho (basswood, por exemplo), e os captadores foram ficando mais potentes (perdendo agudos, portanto) ele acaba sendo útil e em alguns casos (captadores de alto ganho), ideal. Mas coloque-o numa strato com madeiras superiores, em busca de um timbre vintage autêntico,  ele vai incomodar nos agudos. É sutil, mas perceptível.

Até os anos 50, usava-se muito o "ENAMEL" (fio esmaltado) que é um tipo de esmalte e deixava o fio com a cor entre marrom escuro e púrpura. Também o FORMVAR (fio fica dourado/amarelado), que seria um meio termo de modernidade entre o enamel e o polysol.

Existe sim diferença de timbre entre os tipos de isolamento, com o polysol tendendo a sobrar nos agudos. Mas é assunto pra adiante.


Vários fabricantes de captadores utilizam tanto o Enamel (geralmente para humbucker, P90, Telecaster e Texas Special) quanto o Formvar (single coils típicos de strato) para seus modelos "vintage". O Seymour Duncan utiliza Enamel na maioria dos humbuckers estilo vintage.

Eletricidade e magnetismo estão à nossa volta o tempo todo mas nosso cérebro insiste em processá-los (ou mesmo ignorá-los) subjetivamente, dificultando a compreensão porque não os enxergamos... :)


2 - PROPRIEDADES ELETROMAGNÉTICAS DOS CAPTADORES

Resistência, Indutância, Capacitância, Frequência de Ressonância, Fator “Q”.

Esses conceitos são difíceis de compreender plenamente, mas vou tentar simplificar (sem agredir a física... :) ).
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Adendo: relendo todo o texto, percebi que é difícil, num primeiro momento, extrapolar as propriedades eletromagnéticas para a nossa visão leiga e "sonora" do captador. Então, mesmo correndo o risco de ser execrado por algum físico ou engenheiro eletricista, vamos nos guiar pelo seguinte:

a) Resistência e principalmente Indutância estão relacionados com a potência/volume do captador. Quanto mais elevados mais sinal é enviado para o amplificador. Não podemos esquecer que quanto maiores, geralmente teremos mais médios e menos agudos. Lembre-se: o aumento isolado da resistência (só enrolando mais fio) não vai aumentar tanto a potência e vai tirar muito agudo.
b) Capacitância: vamos relacioná-la como responsável pela diminuição/atenuação de agudos do captador
c) Frequência de Ressonância: define se o captador tem mais ou menos agudos, se é mais ou menos brilhante. Quanto maior, mas agudo é o captador.
d) Fator "Q": a combinação dos valores acima deve ter um certo equilíbrio, por exemplo, não podemos enrolar muito fio e usar um imã fraco. O som vai ficar muito ruim e/ou estranho. O fator Q é o resultado de uma fórmula que mostra se os outros valores estão equilibrados entre si.

Então, pelo descrito acima, um captador com muita resistência, baixa/média indutância, alta capacitância e pico de ressonância de 4k (use de referência um captador Fender de strato, que está por volta de pelo menos 8-9k de ressonância) será com certeza um captador mais potente, porém "abafado" e desequilibrado. O fator Q dele certamente não estaria na faixa considerada ideal.

Importante: A força magnética (tipo, forma e volume do imã) também influencia no volume e é diretamente proporcional.

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Antes, é importante ressaltar que essas propriedades sempre atuam em conjunto para o timbre final. Nunca devemos usar um valor isoladamente para “ler” o captador.

Resistência (expressa em Ohms): “Oposição à passagem da corrente elétrica relacionada com o comprimento e diâmetro do fio de cobre”. Ou seja, quanto mais longo e, surpresa,mais fino, maior a resistência. A resistência e a indutância geralmente indicam (existem outros fatores) a potência (volume) do captador. Os fios de cobre usados têm o diâmetro padronizado (AWG: American Wire Gauge) de 42 ou 43 AWG, raramente outro valor. Quanto maior o AWG, mais fino, quanto mais fino, mais resistência. Então, 1.000 voltas (espiras) de fio 43AWG terá mais resistência (e mais potência) do que 1.000 de 42AWG. Mas quanto mais alta a resistência, maior a perda de agudos.

Indutância (expressa em Henries): “A capacidade de uma bobina em criar o fluxo com determinada corrente que a percorre é denominada Indutância (símbolo L) medida em "henry" cujo símbolo é H.” Essa é difícil... :) Seria mais ou menos a “força bruta” do captador. A corrente elétrica gerada e correndo pela bobina cria também um campo magnético, que se opõe ao do imã. Mas ambos não se anulam, e sim geram ainda mais força. Pense assim: a corrente elétrica da bobina , devido à presença de metal no seu centro (o metal do próprio imã e dos parafusos no caso dos humbuckers) cria um campo eletromagnético que por sua vez interage com o campo magnético do próprio imã. Isso gera força bruta... Dá pra perceber a importância do imã - não só pelo seu magnetismo, mas pelo seu tamanho e estrutura metálica também.
Captadores geralmente têm indutâncias entre 2.5 a 10 Henries. Geralmente, quanto mais voltas do fio, maior a resistência E indutância, mas essa em menor grau, pois a indutância depende também da quantidade de metal e força do imã. Ou seja, se elevarmos a resistência aumentando o número de voltas do fio, teremos que aumentar a força magnética e geralmente a quantidade de metal no seu núcleo para haver um equilíbrio.

Então, pra gente não se perder, se eu pegar um single coil típico de strato com 6 k ohms de resistência (entre 7.500 – 8.000 voltas/espiras) e 2,4 henries, deverei “ler” da seguinte forma: os 6K estão diretamente relacionados às voltas e espessura do fio e é a resistência pura. Os 2,4 henries estão relacionados às voltas e espessura do fio e TAMBÉM à força dos pinos de imãs e quantidade total de metal (ppte dos pinos). Exercitando:

1 - Se eu aumentar o número de voltas/espiras apenas, terei um pequeno acréscimo de volume/ganho (pelo aumento da resistência e pequeno da indutância) mas começo a diminuir a resposta de agudos.

2 - Se eu aumentar o número de voltas/espiras mas diminuir a força e/ou o tamanho dos imãs, vou mudar muito o som do captador mas ele terá quase a mesma potência/volume.

3 - Entretanto, se eu aumentar as espiras E a força ou o tamanho do imã, aumentarei de fato a potência (e também a sonoridade) e força do captador.

Esses exemplos são apenas pra citar as possibilidades de tunagem do timbre. Cada pequena mudança gera uma sonoridade diferente. Obviamente já deu pra compreender que não se aumenta a potência de um captador apenas enrolando mais fio – vai chegar num ponto que ele ficará extremamente agressivo nos médios, pálido de agudos e com pouca dinâmica.

Se estiveres lendo atentamente, podes pensar: e se fosse um Humbucker? Sou metaleiro e quero muita potência pra estourar o input do meu amp! Eu não poderia trocar o fio 42AWG por um 43 AWG, que é mais fino (cabem mais voltas nas bobinas) e tem mais resistência, aumentar as espiras e jogar a resistência para acima de 13K e trocar essa barra de AlNiCo fraquinha por uma barra de imã cerâmico/ferrite para aumentar também a indutância? Ele teria o dobro da potência de um PAF! Esse captador ficaria super power e o amp distorceria mais.... :)

...Pois foi exatamente essa a idéia do Larry DiMarzio quando criou em 1972 o lendário captador “Super Distortion”, que mudou pra sempre o conceito de captadores. Aqui está o monstro que matou o PAF - DiMarzio Super Distortion (DP 100). Cerca de 13k DC de resistência, fio polysol, imã cerâmico:
Capacitância (expressa em Farad ou Faradays): “Capacidade de um corpo de reter carga elétrica”. O nome já sugere tudo: metais absorvem/roubam/desviam eletricidade. E quando um sinal elétrico como o do captador, que está traduzindo um som, é desviado, as frequências mais altas/agudas vão primeiro...
O fio de cobre é um metal? Sim. Ele induz sua própria capacitância. Idem para o metal do imã. Idem para os parafusos, capinha, base plate. Até o material usado para a blindagem pode induzir capacitância e modificar os agudos e o timbre final da guitarra. Quando o Seth Lover quis usar a capa no humbucker para blindá-lo de ruídos externos, ele logo percebeu que ao colocar uma capa rica em cobre houve degradação dos agudos. Idem para as com acabamento dourado. Alumínio? Pouca capacitância mas alumínio (da época) não segurava solda... Optou finalmente por uma capa de níquel e zinco (Níckel Silver ou Prata Alemã ou a nossa “Alpaca”).

Já deves ter pensado: Por isso que quando aumentamos as espiras/resistência do fio de cobre, perdemos agudos... Sim, uma das razões é essa: mais fio, mais resistência, mas também MAIS CAPACITÂNCIA (e menos agudos)... :)


Frequência (pico) de Ressonância (expressa em Hertz): É a "impressão digital sonora" de um captador. A frequência dominante, a partir da qual ele reproduz as outras. O pico de ressonância revela mais de um captador do que sua resistência ou indutância.

Se um engenheiro elétrico analisar um captador ele dirá: “Os elementos ativos (bobina com fio de cobre + magneto(s)) formam um circuito elétrico que apresenta um indutor e um capacitor ligados em paralelo com um resistor em série... Isso é semelhante ao “tuner” dos rádios e cria uma frequência dominante que varia conforme os valores acima”.

Traduzindo, a combinação da resistência, indutância e capacitância gera uma frequência, que geralmente está entre 1 e 10 kHz. Quanto mais alta, mais agudo o captador (mas não necessariamente mais “limpo”). Singles têm pico de ressonância entre 5 e 9 kHz geralmente. Humbuckers, de 3 a 7 kHz.

Outro exercício: já sabemos que aumentando o número de espiras, aumentamos a resistência mas diminuimos os agudos. Portanto, quanto mais fio vamos colocando mais baixo (menos agudo) vai se posicionar o pico de ressonância.

Fator “Q”: Fator de qualidade/eficiência do captador. É uma medida criada pelos engenheiros e baseada numa fórmula que analisa a relação Resistência e Indutância numa frequência pré-determinada (geralmente 1 kHz). Um "Q Factor" muito alto ou baixo sugere um captador desequilibrado e provavelmente ruim, ou no mínimo, estranho. A maioria dos captadores têm “Q” entre 2 e 3,5.
Agora olhe para um humbucker e veja quantas coisas podem interferir e determinar sua sonoridade:


Por enquanto é isso... Essa é uma parte relativamente chata e teórica, mas depois que a gente absorve e começa a exercitar esses conceitos básicos, fica muito mais fácil “ler” um captador.

Observe nesse link: Fórum GP Brasil (clique) a maneira como o Oscar Isaka Jr. "lê" os captadores: ele está sempre considerando o pico de ressonância (além da estrutura de single com pinos de alnico V, etc.) e não apenas a resistência. Não é um método infalível, mas com certeza nos dá informações bem próximas da realidade sonora do captador.

Volto a dizer: todas essas propriedades, atuando em conjunto, é que determinam o som final de um captador, sua personalidade. Mude o tamanho de um simples parafuso e o que acontece? De cara, diminui a quantidade de metal, alterando a capacitância e indutância. Isso sem falar no campo magnético dos imãs (próximo capítulo)... Podes ter certeza que o timbre vai mudar... Ouvidos e mente atentos! :)

PS: com essas noções, já dá pra avaliar o "Tone Chart" do Seymour Duncan com mais propriedade... :)
Já no site do Sérgio Rosar são fornecidas a Resistência, Indutância e o tipo de imã. Falta o pico de ressonância, mas dá pra ter uma boa idéia...

Parte II: IMÃS (clique aqui)

71 comentários:

  1. Grande post Jack! Como sempre, aprendo muito com os seus textos! Obrigado!!

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  2. Texto p/ ler e reler... difícil entender tudo de primeira...rs Grande abraço Paulo!

    @prenatopb
    http://letraemusicablog.blogspot.com

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  3. Renato, realmente é f... Nem eu entendo direito! :)
    Vou pedir para o Sérgio Rosar revisar o texto e talvez ele consiga me dar umas dicas que facilitem a compreensão.
    Mas já coloquei um adendo nas propriedades eletromagnéticas pra facilitar.
    Abraço a todos! :)

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  4. Excelente post, PM. Completo no propósito. Parabéns!

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  5. Ainda vou melhorar bastante esse post - o Sérgio Rosar vai revisá-lo! :)

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  6. Animal Jack! Salvei e já coloquei em uma pendrive, em duas partições do HD e em um CDR. :D

    Thanks!

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  7. Oi Paulo, grande post! Realmente parabéns!

    Como não tenho seu e-mail vai por aqui mesmo...hehe...
    Eu achei esse vídeo sobre o curso de luteria da escola técnica da UFPR aqui em Curitiba, e lá pelos 13 minutos tem a opinião de um professor sobre madeiras para guitarras de corpo sólido. A opinião é curiosa, peculiar até, por esse motivo gostaria que comentasse sobre isso. Eu já adianto que eu discordo dele...hehe..

    http://redeglobo.globo.com/videos/globouniversidade/v/luteria/1512670/

    Um abraço!

    Fabricio

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  8. Boas, ótimo post parabéns !!!

    Poderia eu aproveitar para fazer uma pergunta a respeito?
    No caso um captador que tenha a capa de metal conforme mostrado lá na 1º imagem aqui do post eu consigo extrai-lo e deixar o captador sem ele normalmente ou caso eu retire isso pode afetar na usabilidade e potência do mesmo ou isso seria só efeito de estética mesmo?

    Abraços e valeu pela atenção.

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  9. A capa geralmente é soldada (2 soldas) na base do captador e é facilmente retirada com ferro de solda, Glaucito.
    Como mencionado no texto, a capa cria uma certa capacitância, diminuindo levemente os agudos. Sem capa, geralmente o captador soa mais "aberto"/agudo.
    A potência não é afetada.

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  10. Velhinho,
    Esse vídeo já foi discutido no fórum da GP. O cara tá contradizendo milhares de luthiers no mundo inteiro, além de décadas de conhecimento já cristalizado. Obviamente ele deveria rever seu método. Toda experiência científica só é válida se a metodologia for eficiente.
    Em suma, ele está ERRADO (e não sou eu quem diz isso, mas sim milhares de luthiers, alguns deles, gênios).
    Me preocupo é com a credibilidade da instituição onde ele trabalha...

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  11. Paulo, muito legal este tópico!

    Mas me tire uma duvida, por favor.
    Para que eu possa obter o mesmo nivel de volume dos captadores o que eu devo analisar, capacitancia, resistência, indutância?
    O luthier isntalou um captador no braço da minha guitarra mas o volume ficou muito menor que o da ponte.

    Abraço !

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  12. Conforme o texto explica, ppte indutância e resistência.

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  13. Correção e complemento:
    A unidade de capacitância está expressa em "Ohms" mas o correto é "Farad" ou "Faradays".
    A força magnética (tipo, forma e volume do imã) também influencia no volume e é diretamente proporcional.

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  14. Obrigado, amigo!
    Já editei. Fique à vontade para corrigir ou acrescentar - sua ajuda é muito bem vinda.

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  15. descobri teu blog há poucas semanas por uma pesquisa sobre acabamento natural em telecaster. Tenho 3 de baixo custo sendo uma grooving com braço do sergio luthing( da época boa dele). lixei ela e deve ter saído quase 300 gramas de resina e tinta e a madeira é linda, coloquei anilina como vc e encerei com carnaúba. Até aí o som tinha mudado barbaramente e minha surpresa foi melhor quando resolvi abrir os captadores e pingar cera de vela para depois terminar de derretê-la com um ferro de solda morno e garantir melhor penetração em tudo. Eu tenho um marshallzinho valvestate 8020 e o som dos caps é muito interressante, o da ponte bem estalado(isso quen nem troquei a ponte por string through body ainda),, o 2 juntos tem o som mais limpo e bluesy que já vi e o do braço sozinho não tem nada de especial. Essa idéia da cera procede? sei que limita a microfonia mas o que observei é que o volume dos caps aumentou bastante. Nunca troco o vol do ampli por isso senti essa diferença. isso é correto? obrigado. Continuo lendo tudo que vc escreve.

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  16. Quais captadores? Os do braço com capa ou os dois?
    A cera diminui as vibrações internas e portanto, a tendência à microfonia. Segundo o Sérgio Rosar ela aumenta também a capacitância (ou a resistência - nesse caso explicaria um leve aumento de volume.
    Por último, só posso conjecturar que a cera isolou um ou mais contatos expostos/curtos circuitos dos fios, fato esse que realmente diminui a potência. Por isso estão com mais saída.
    Só conjecturando, mas na próxima vez que encontrar o Sérgio, vou perguntar.
    Abraço!

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  17. Paulo, o que tem a dizer sobre os Lace Sensors? Principalmente o Fender-Lace Sensor Red. Gostaria que escrevesse algo sobre eles. O que acha do timbre para tocar rock anos 70?

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  18. André, até hoje não toquei com nenhum single noiseless que tivesse a sonoridade igual a de um single clássico, inclusive um Lace Gold. Nunca toquei com o Red (que é mais forte e distante do single comum).
    O que eles têm de muito interessante é sua estrutura. Pretendo fazer um post somente sobre os noiseless.
    Abraço!

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  19. Pois é Paulo, eu tenho um trio de Vintage Noiseless instalado na minha Strato Highway One.. o som do captador do braço e do meio me agradam bastante, inclusive quando estão ligados em conjunto, mas nao consigo achar uma regulagem agradável para o captador da ponte. Por isso estou pensando seriamente em Comprar um Lace Sensor Red, que é justamente o mais pesado, pois não gosto das sobras de agudos que a maioria dos captadores proporciona quando instalado na ponte de uma strato. Não sei se sou eu que estou errado, mas odeio agudos destacando, por isso pensei no lace sensor red que tem o peak frequency de 1850 e resistencia 14.5k.. estou falando bobagem?? gostaria muito de saber sua opinião pois acompanho seu blog ha muito tempo, e aprendo muito com suas postagens. Abração!!

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  20. Pelo contrário, André, estás correto. Com o pico de ressonância mais baixo, ele tem mais médios e menos agudos. Ideal para a posição da ponte.

    Mas já experimentastes um Dualblade na ponte? Na minha strato SX (tá postada aqui) o Rosar Screamin' Distortion ficou excepcional. Satura divinamente e tem bastante peso.
    Pra quem tem bronca de single de ponte de strato, um dualblade mata à pau.

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  21. Ok. Obrigado. Vou pensar entre o dual blade e o lace sensor.. pegar algumas opiniões.. obrigado pelas dicas.

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  22. Me perdoe se minha pergunta soar besta, mas se eu deixar o fio que liga o captador ao potenciômetro muito comprido, isso vai estar alterando meu timbre também? Ou o que acontece fora do captador já não altera nada?

    Pergunto por que sei que trabalhamos com valores muito baixos no circuito de uma guitarra, e imagino que qualquer perda de sinal seja significativa.

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  23. Obrigado Zozi! :)
    Olha, o sinal mais puro e forte é medido diretamente nos terminais dos captadores. A partir daí, os fios (tanto a fiação interna quanto principalmente o cabo que liga no amp) e também os potenciômetros acabam acrescentando uma certa capacitância ao sinal. Quanto maior a capacitância, maior a perda de agudos.
    A fiação interna é irrelevante, mas o cabo é um fator essencial: um bom cabo de guitarra deve ter baixa capacitância e - reza a lenda - não deve ser maior que 6 metros :)
    Jimi Hendrix e SRV usavam os cabos para timbrar a guitarra. Não me lembro qual dos dois, mas um deles não conseguia tocar sem um enorme cabo espiralado. Era o seu "filtro de agudos" hehehe...
    Alguém poderia perguntar: "E por que eles simplesmente não usavam o controle de tonalidade? O capacitor ali é justamente pra isso..." :)

    O Eddie Van Halen consegue ouvir a diferença de timbre entre um cabo de 1,5 metros e outro de 3 metros - é o que disse o técnico dele, Matt Bruck, em 2009.
    A maioria dos cabos atuais de qualidade é de muito baixa impedância, portanto essa regra dos 6 metros acho que já foi-se - a não ser que tenhas a sensibilidade do EVH! :)
    Abraço!

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  24. Poxa cara.. muito bom.. eu tenho uma certa dúvida! O que deve acontecer se substituirmos a barra de alnico de um humbucker e colocarmos pinos de alnico no lugar dos polos fixos? Teríamos uma melhora ou piora no ganho e no brilho? Será que perderíamos o som gordo característico dos humbuckers?

    Valeu!

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  25. Esse tipo de captador existe comercialmente: é o "StagMag/SH-3" da Seymour Duncan. A Malagoli vende aqui o "HBED", semelhante. São captadores bem agudos no modo humbucker (talvez demais) mas que soam verdadeiramente como singles quando apenas uma bobina é acionada.

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  26. Hmm. Pois é eu tinha até visto isso na loja da Malagoli, mas de relance...
    Esse negócio de captador me fascina, fico pensando em várias configurações, versatilidade. Acho que vou instalar um sistema na minha Les Paul para ligar uma ou duas bobinas do captador do braço.. Não vai soar como single mas acho que vai ficar interessante. Valeu! EXCELENTE blog! Seu post sobre imãs me ajudou a trocar o alnico do meu Cabrera Classic 2 que veio de fábrica desmagnetizado. 100% funcional!

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  27. Bem eu tenho outra dúvida, se não for abusar!
    Comprei um Cabrera Classic 2 esses dias e achei o acabamento dele terrível. Pra mim foi um defeito no lote somente, porque eu sempre ouvi falar muito bem da cabrera e ja havia visto outros caps muito bem acabados dessa marca. O fato é que, incomodado com o berço do bichinho eu resolvi trocar. Coloquei o berço que estava no cap xing ling que eu tinha antes e ficou muito bom, e acho que não afetou a sonoridade. Mas agora quero trocar os parafusos e os polos fixos também, que por incrivel que pareça são muito mais bonitos e ebem acabados no captador xing ling. Haveria problema em fazer isso sem afetar o som (piorando)?

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  28. Kelvin,
    A questão aí é em relação à qualidade dos metais, mas acredito que não haverá diferença relevante no timbre.

    Trocar os parafusos é fácil (lembrando que podem variar de diâmetro e comprimento - alguns xingling são mais grossos e curtos), porém os pólos fixos às vezes têm cola.

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  29. O post esta bem legal e didatico, parabens!

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    1. Se o elogio veio do mestre Érico Malagoli, fico ainda mais honrado... :)
      Além de ter vários captadores Malagoli Custom Shop, sou fã de carteirinha! :)

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  30. paulo may, você sabe dizer qual a resistencia dos captadores gibson?

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    1. Gibson Burstbucker Pro......(BB1, Alnico5, potted)....7.4KO
      Gibson Burstbucker Pro......(BB2, Alnico5, potted)....8.0KO
      Gibson Burstbucker 1.........(Alnico2).......7.5KO
      Gibson BurstBucker 2.........(Alnico2).......8.0 - 8.4KO
      Gibson Burstbucker 3.........(Alnico2).......8.2 - 8.8KO
      Gibson '57 Classic...........(Alnico2).......7.44 - 8.5KO
      Gibson '57 ClassicPlus.......(Alnico2).......13.8KO
      Gibson Dirty Fingers.........2xCeramic)......16.0 -16.6KO
      Gibson Mini-humbucker.....(Alnico2)..6.0 - 6.4KO/8.1K(bridge)

      Gibson 490R..........(Alnico2).............7.2 - 7.83KO
      Gibson 490T..........(Alnico2).............7.9 - 8.53KO
      Gibson 498T..........(Alnico5).............12.32-13.46KO
      Gibson 496R..........(Ceramic).............8.3 - 8.63KO
      Gibson 500T..........(Ceramic).............14 - 15KO

      Gibson Angus Young...........(Alnico5)..........13.5KO
      Gibson Tommy Iommi....(Alnico2+Ceramic)......16.5KO
      Gibson Jimmy Page#1..(Alnico3)...8.2KO(neck)/8.5?KO(bridge)

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  31. Olá Paulo!
    Muito bom o seu Blog
    poderia me ajudar com uma dúvida?
    é sobre essas capinhas de capitadores,elas prejudicam no som?
    Fico aguardando a sua resposta que será de grande ajuda!
    Fico agradecido desde já!
    abraços!

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    1. Obrigado!
      Qualquer metal que conduza eletricidade próximo do captador cria um fenômeno chamado de "capacitância". A capacitância se opõe ao fluxo de elétrons. No caso dos captadores os agudos são bloqueados primeiro.
      Assim, qualquer metal - a capinha inclusive - tende a diminuir os agudos. Às vezes o som fica melhor, outras vezes abafado demais. Depende do captador e da guitarra.

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    2. Muito Obrigado Paulo pela grande ajuda!
      Que Deus te abençoe

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  32. bom dia, queria saber como os fios que saem do captador, são ligados nos mesmos ! obrigado

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  33. Parabéns ! Muito boa sua matéria !

    Possuo uma Gibson Les Paul com dois P90, sou completamente apaixonado pelo som do captador do braço, mas odeio o som do captador da ponte. Gostaria de colocar na ponte um captador que não tivésse tanto ruido (é muito) e tivesse um ganho maior, pois o volume do braço é mais forte.

    Estou pensando em colocar o Seymour Duncan STK-P1 (Braço: 10.68k e 3.1 KHz / Ponte: 15.84k e 3KHz ), se possível me envie sua opinião.

    * Caso você ache o captador de Ponte muito forte, posso colocar de Braço na Ponte da minha guitarra ?

    Abraço,

    Rodrigo

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    1. Rodrigo, os P90 são naturalmente muito ruidosos e nas Les Paul, os de ponte podem soar magros e barulhentos. O Seymour Duncan STK-P1 resolveria o problema do ruído e é ideal se gostas do timbre de P90 na ponte.
      Geralmente, pra ponte de Les Paul, um humbucker resolve tudo. Terás que adaptar a cavidade com um luthier gabaritado, entretanto.
      Qto ao humbucker, depende do que pretendes tocar - se for coisas com mais ganho, um captador entre 9 e 14k é o ideal. Acima disso ele só serve pra coisas extremas e precisa de muita saturação pra soar bem.
      Já pra blues e rock clássico, um humbucker da baixa saída é ideal.

      Outra opção - e bem legal - seria os "180" da GFS:
      http://store.guitarfetish.com/NEW-Soapbar-180-Humbuckers--Fits-P90-Soapbar-Guitars_c_276.html
      São humbuckers com formato de P90. Os de maior saída têm 13k e os Vintage 8,8k.
      Não se deixe enganar pelos baixos preços da GFS, TODOS os captadores GFS que comprei são no mínimo bons. Alguns excepcionais, como o "Mean 90", que é o oposto desse: um P90 em formato de humbucker.

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  34. olá ! se possivel , poderia sanar uma pequena duvida? tenho uma bibson flying v , e comprei um par de cover picks ( capinhas metalicas ) da gibson mesmo . Eles não possuem parafusos então apenas encaixei ali no captador sem abrir o escudo e nem retirar os captadores . O problema é que estas capinhas ficam meio soltas . Existe uma outra maneira de instalar estas capas ? Se eu as instalar , perco ganho magnetismo dos picks em relação a deixa -los sem as capinha . Ficou muito bonito esteticamente. Obrigado e parabens pelo blog
    !

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    1. Rony, a capinha é soldada na borda metálica da base do captador. Utilize solda para componentes eletrônicos e um ferro de pelo menos 40 watts.
      Veja esse vídeo de uma troca de capas e observe o processo - lá pelo 7º minuto:
      http://www.youtube.com/watch?v=5uBXid7Eq4A

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  35. ainda em tempo meus captadores são originais :
    496R Hot Ceramic pickup in the neck
    500T Super Ceramic in the bridge

    valeu Paulo!

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  36. Paulo parabens pelo blog!! me ajuda MUITO desde que adotei a filosofia do `Faça Você Mesmo`.. estou gostando da aventura e recomendo..

    Recentemente adquiri um Seymour Invader SH8 (ponte). e estou adorando.. output formidavel! Emoções fortes ...
    Gostaria de saber um pouco mais sobre a `vida util` do ímã, uma vez que configurei o Cap. bem perto das cordas (tentando extrair o maximo de sinal) e as cordas encostam algumas vezes no Cap. quando executo Palm Mute.
    Ora, sera que este atrito esporadico reduz o poder do ímã significamente ?

    UM ABRACO!

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    1. Thunder, segundo um expert americano em magnetos, a maioria dos imãs perde cerca de 0,1% da potência a cada 10 anos. Dá e sobra.
      Pra desmagnetizar um imã, é necessário um impacto muito forte, calor intenso ou um forte (extremo) campo magnético (outro imã bem mais potente, por exemplo). Duvido muito que as chicoteadas das cordas nos pinos do captador possam provocar algum dano ou perda de magnetismo nesse imã cerâmico/ferrite do Invader.
      Mande bala! :)

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    2. Paulo, esses dias minha guitarra bateu o corpo no chão... de uma altura de mais ou menos 90cm.. o suficiente pra detonar a pintura... o captador ficou um pouco estranho.. fico me perguntando se esse impacto pode ter desmagnetizado o captador.. o que me diz?

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    3. João, evite fazer perguntas como respostas de outras pois elas ficam perdidas aqui no meio. Vá até o final e crie um novo comentário - levei quase 5 minutos pra localizar a tua...
      Eu acho muito difícil desmagnetizar um imã com uma queda da guitarra. Via de regra, o impacto teria que ser bem mais intenso. A medida que o magnetismo diminui, o captador tende a ficar mais baixo, mas o timbre basicamente é o mesmo. Acho que o impacto pode ter afetado as soldas/contatos ou até mesmo rompido um fio de uma das bobinas se for humbucker (nesse caso, vai soar mais magro e fraco também).
      É difícil diagnosticar sem avaliar pessoalmente, por isso seria legal levares num luthier que entenda de captadores.

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  37. qual a ligação que posso utilizar Invader SH-8 para obter o maior rendimento dos captadores?

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  38. Amigo eu tou querendo trocar o captador do meio da minha guitarra, pelo simples fato que ele embola muito o som quando o coloco mais perto das cordas e com presets que tem muito efeito. Ai tenho que abaixar ele pro som ficar mais definido, mas ai perco o sustain no som né.

    Não entendo muito de captadores do meio, e no caso da minha guitar é um single. Queria então um captador que me desse um som bem definido, qual você me indica?

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    1. Captador é muito pessoal e depende demais da guitarra, Alexandre. O que soa bem pra uns pode soar uma porcaria para outros.
      Num chute, pra maior definição, indicaria o Rosar Rock Surf 43 ou mesmo o Blues 43, mas é difícil ter certeza...

      http://sergiorosar.com/Rock-Surf-43.html
      http://www.jrguitarparts.com/stratocaster-single-coil.html

      Poste essa tua dúvida em fóruns (cifra club, guitar player, etc.). Terás inúmeras respostas e opiniões.

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  39. olá ! gostei muito do post. mas gostaria de saber com você como faço pra criar um captador,quantas voltas, tenho uma maquina de bobinar captadores e quero fazer captadores profissionais gostaria muito que vcê pudesse me ajudar. aonde eu compro todo estes materiais as capinhas etc... serei grato pela sua atenção vou deixar meu e-mail caso você queira deixar recado. biell_20@hotmail.com . muito obrigado !!!!!!

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    1. Cara, a tua pergunta tá fora de propósito, sinto muito.
      Obviamente isso não é uma coisa que se aprende aqui no blog ou por e-mail.
      Estudo, experimentação e pesquisa. A internet está aí pra isso.

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  40. Olá Paulo e Jr., estou com uma dúvida que provavelmente vocês podem sanar. Estou em negociação para compra de um humbucker antigo. Trata-se de um Schaller Golden 50 PAF, made in Germany, bridge. Está em boas condições, e a resistência é algo em torno dos 8k. Bem, não encontrei muita informação acerca desse captador especificamente. É uma boa pedida??

    Abraço,

    Pedro Ditz

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    1. Pedro, por coincidência, me lembro vagamente desses captadores Schaller nas Kramer dos anos 80... Achei que fossem cerâmicos, mas uma rápida pesquisa mostrou que é/eram alnico 2. As versões antigas tinham cerca de 8,5k e as atuais, 7,5. Como não conheço-os pessoalmente, só posso conjecturar, e talvez a única conjectura válida é que nos anos 80 a busca pelo "vintage" era rara - todo mundo queria alto ganho e predominavam o fio polysol e os imãs cerâmicos.

      Outra coisa que me fez ficar com o pé atrás é que mais de uma vez li o comentário "WARM" à respeito deles. Como deves saber, gosto de humbucker claro, aberto, estalado. Warm pra mim é palavrão! KKKK!

      Se forem dos anos 80, eu não pagaria mais do que 250 reais pelo par.

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    2. Rapaz, humbuckers nos anos 80 via de regra são feitos para HardRock e muito drive!! :-)

      Embora não conheça os Schaller, as descrições do Paulo condizem com essa característica. Humbuckers de baixa resistência e "warm" tem enfase nos médios e é o que faz eles "cantarem" com aquele som tubular quando com mais dose de ganho.

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  41. Valeu pelas dicas, amigos. Vou comprá-lo para experimentar (é só o bridge); se não casar com a strato, deve funcionar numa jackson (dependendo do espaçamento dos polos).
    Outra dúvida sobre humbuckers: aqueles pólos-parafusos podem ser removidos sem destruir o captador? Tenho um humbucker que está faltando um dos pólos, e gostaria de saber se há conserto (se basta instalar outro parafuso). Abraço.

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    1. Sim Pedro. Eles foram concebidos para serem movidos sem danificar a bobina. Podes mexer à vontade :)

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  42. Ótimo post, obrigado pelas explicações. Comprei dois humbukers pra minha guitarra e eles tem no fio de conexão apenas a malha e um fio como o da foto do teu post como faço essa ligação?

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    1. Ligue a malha no terra e o fio preto no hot! :-)
      O resto das ligaçãos já está feita dentro do captador.

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  43. Eae, blz?! Muito massa o site!
    Por favor, minha dúvida sobre captadores é a seguinte:

    Tenho uma strato canhota com singles de fábrica.
    Eles são de destro com pinos desnivelados e ficam de cabeça pra baixo no sentido contrário das cordas.
    E se eu girá-los? Vai inverter o sentido horário do magneto né...

    Oq pode me ajudar sobre isso cara?

    Vlw, abraço.

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    1. Diego, vc pode gira-los sem problemas. Não vai dar defeito nem nada disso, pois vc só esta alterando o Escalonamento dos pinos. Seria a mesma coisa que vc retirar os pinso de alnico e inverter o posicionamento.

      Jimmy Hendrix era canhoto e usava guitarra de destro sem inverter os caps. Uma parte do DNA do timbre dele está aí, pois os pinos tbem invertiam, já que ele usava as cordas "normais" (com a mizona em cima) mesmo com a guitarra invertida.

      O Scandurra por exemplo inverte tudo, até as cordas portanto não muda em nada o som .

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  44. Bom dia, gostaria de construir uma les paul, quais captadores da gfs chega proximo ao 57 s gibson?Obrigado

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    1. Ricardo, nunca toquei com os humbuckers da GFS para poder dizer. A Malagoli tem um modelo que eles dizem ser um clone do 57 Classic mas eu tbem nunca testei pra poder dizer com certeza.

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  45. Autor do texto, por favor, decore o seguinte: elétrico é o chuveiro. engenheiro é ELETRICISTA. rs

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  46. Este comentário foi removido pelo autor.

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    1. Nós é que agradecemos a visita, Gauderio :)

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    2. Essa matéria foi demais! O blog é incrível, parece que estou assistindo um seriado dos bons, não da vontade parar de assistir. Todo dia um leio uns posts, tenho que ficar de olho no relógio, se não entro madrugada a dentro. Não irei me surpreender se descobrir se algum dos autores, já foi ou é colunista de alguma revista ou algo do tipo. Parabéns caras!

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